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O QUE É FLY FISHING

 

Como arremessar uma pequena pluma a metros de distância, sem utilizar uma chumbada?

 

Deve ter sido a dúvida que motivou os primeiros arremessos com Fly, há cerca de 2000 anos, pelos macedônios. Esta é a origem mais conhecida da modalidade de pesca com isca artificial que chamamos de Fly Fishing, ou Pesca com Mosca.
 
Já sabemos que Fly Fishing é uma modalidade de pesca com isca artificial, mas o que a difere e a torna tão especial é que nela a própria linha é arremessada, enquanto que nas demais modalidades o que impulsiona o lançamento é algum tipo de peso, uma chumbada ou o peso da própria isca.
 
Para fazer um arremesso o pescador de Fly promove movimentos precisos com a vara, fazendo com que a linha dance no ar carregando a pequena isca, para então apresentá-la na água à distância desejada, com extrema precisão e a suavidade de uma pluma.

 

 

EQUIPAMENTOS

 

Os equipamentos de Fly são classificados com um número simples que indica o Peso da Linha (line weight). Os números vão do zero (#0), mais leve, ao dezesseis (#16), mais pesado. A regra básica é utilizar Linha, Vara e Carretilha com o mesmo Peso de Linha.
 
Geralmente quanto maior o peixe, mais pesado o equipamento. E a mesma relação ocorre quanto ao tamanho da mosca, quanto mais pesada e volumosa, maior deve ser o equipamento.
 
Um bom exemplo é a pesca de Black Bass, que no Brasil raramente ultrapassa 1,5 Kg. Para um peixe de 1,5 Kg um conjunto de Fly de #4 seria mais do que suficiente, mas esta é uma espécie frequentemente pescada com moscas volumosas e, portanto, para facilitar o arremesso poderia ser indicado um equipamento mais robusto, de número 5, 6 ou 7, por exemplo.
 
O equipamento deve ser escolhido de acordo com o peixe a ser pescado, as moscas a serem utilizadas, e a preferência do pescador. Vento forte, vegetação densa, cuidado para não levar o peixe à exaustão, são alguns fatores que podem influenciar na opção pelo equipamento mais adequado.

 

 

VARAS

As varas utilizadas na Pesca com Mosca também são diferentes. Seu tamanho varia de 6 pés (1,80m) a mais de 15 pés (4,50m). Elas são finas e flexíveis, e  a carretilha é geralmente fixada na extremidade do cabo da vara. Elas podem ser inteiriças ou de até 8 partes para facilitar o transporte, mas atualmente as varas de 9 pés (2,74m) e 4 partes têm sido as mais procuradas pelos mosqueiros, como são chamados os adeptos da modalidade.
 
Existem também as varas de duas mãos, chamadas Spey ou Switch Rods, que exigem uma técnica distinta para o arremesso.

 

 

LINHAS

 
Para que o lançamento seja possível utiliza-se uma linha especial, mais espessa e pesada do que as linhas de monofilamento ou multifilamento convencionais. A linha mais comum utilizada no Fly Fishing é cônica, sendo uma das extremidades mais grossa e mais pesada do que a outra, facilitando o arremesso.
 
Estas linhas cônicas são chamadas de Weight Forward (Peso à Frente) e representadas pela sigla WF. Outro tipo de linha utilizada é a Double Taper (Dupla Conicidade) ou DT, que possui diâmetro contínuo e ambas extremidades igualmente mais finas.
 
As linhas de Fly podem ter densidades diferentes e é este o fator que determinará se uma linha é flutuante (F = Floating), afundante (S = Sinking) ou intermediária (I = Intermediate), quando afunda lentamente.
 
Portanto uma linha flutuante com o peso à frente é representada pelas síglas WF-F, sendo justamente este o modelo mais popular e mais versátil, ideal também para iniciantes.

 

 

FORMATOS DAS LINHAS DE FLY:

 

 

DENSIDADE DAS LINHAS DE FLY:

 

F

Floating

Linhas totalmente flutuantes.

S

Sinking

Linhas que afundam total (full sinking) ou parcialmente (sinking tip). A velocidade de afundamento geralmente é expressa em polegadas por segundo.

I

Intermediate

São linhas que afundam lentamente em sua totalidade ou apenas a ponta. Em geral entre 0,5 e 1,5 polegadas por segundo.

 

 

BACKING

 

Além da linha principal utiliza-se uma linha reserva, o Backing, para o caso de um grande peixe tomar linha ao ser fisgado. O Backing mais comum é feito de Dacron, um tipo de multifilamento. Outro material muito utilizado é o Gelspun, que é mais fino e resistente, opção ideal para situações que demandam maior quantidade de backing na carretilha.

 

 

LEADER E TIPPET

 
A linha principal do Fly é espessa e pode ser colorida, portanto, para possibilitar amarrá-la nas iscas e para não espantar os peixes com sua cor e diâmetro, utiliza-se um líder (Leader) à frente da linha de fly. Este líder pode ser de nylon ou fluorocarbon, normalmente com tamanho próximo a 9 pés.
 
O líder pode ser comprado pronto, onde ele virá cônico de fábrica, ou pode ser confeccionado utilizando-se diferentes diâmetros de linhas. Neste último caso adotamos alguma receita e unimos as partes com o nó de sangue ou o nó de cirurgião.
 
A ponta do líder utilizada para atar as moscas, a qual é cortada e atada repetidamente sempre que trocamos de isca, chama-se Tippet, e pode ser substituída sempre que necessário. O Tippet vem em carreteis com cerca de 30 metros.
 
Tanto o Leader como o Tippet são apresentados nas medidas de 0X a 8X:

 

MEDIDA ESPESSURA DA PONTA
0X 0,28 mm
1X 0,25 mm
2X 0,23 mm
3X 0,20 mm
4X 0,18 mm
5X 0,15 mm
6X 0,13 mm
7X 0,10 mm
8X 0,08 mm

 

Alguns fabricantes classificam de X1 a X4 as medidas mais grossas que 0X, mas a maioria passou a utilizar libras para os Tippets e Leaders mais grossos. Exemplo: 20 libras, 30 libras... Nestes casos o diâmetro vai variar de acordo com o fabricante.

 

 

CARRETILHAS

 

 

Na pesca com iscas artificiais comuns, chamada de bait casting ou spinning, a carretilha/molinete é a peça fundamental para longos lançamentos, recolhimento rápido e ergonomia para encaixar confortavelmente a mão do pescador.
 
Esqueça tudo isto e você terá uma carretilha de Fly. Ela não influencia diretamente no arremesso, não é fundamental para recolher a linha e tampouco precisa ter um design ergonômico para encaixar a mão do pescador. 
No Fly a carretilha é utilizada para armazenar a linha principal e o backing, também serve para frear a linha ao lutar com grandes peixes e para equilibrar o conjunto vara-linha-carretilha, proporcionando conforto ao longo das horas de pesca.
 
Na escolha do equipamento é importante optar por uma carretilha com bom freio e carretel largo (large arbor) quando o peixe for "tomador de linha", como um Tambaqui, Surubi, Bonefish ou outro atlético corredor. E se a pesca for na água salgada existem carretilhas de alumínio que possuem o mecanismo de freio selado, estas são as ideais para submeter aos efeitos corrosivos do sal.
 
 

ISCAS

 

As iscas de Fly são chamadas de Moscas (Flies), mesmo que elas tenham uma aparência completamente distinta de um inseto. Elas geralmente são classificadas como:

 

DIVERS, POPPERS e HAIR BUGS
Aquelas moscas de superfície com ação provocante aos predadores.
SECAS
Moscas que flutuam e imitam insetos ou frutos.
NINFAS e WET
Com ação de meia água ou fundo, imitam insetos em suas diversas fases de vida, como ninfas e larvas.
STREAMERS
Geralmente imitam peixinhos forrageiros e crustáceos.
SALTWATER
Todas as moscas dedicadas à pesca em água salgada.
TERRESTRIAIS
Contempla todos os alimentos que vêm da terra, como gafanhotos, besouros, minhocas e até ratos.

 

As moscas podem ser customizadas em uma infinidade de tamanhos, formatos, materiais, cores e anzóis. Dependerá da criatividade e habilidade do atador. Aí está outra vantagem do Fly, a possibilidade de o pescador confeccionar suas próprias iscas, atividade chamada de Fly Tying ou Atado de Mosca.
 
Já imaginou fisgar o peixe da sua vida com uma isca feita por você mesmo?!?

 

 

PEIXES

 

Apesar de o grande propulsor da Pesca com Mosca ter sido a pesca de trutas com pequenos insetos, a modalidade evoluiu muito e atualmente pode-se capturar praticamente qualquer espécie de peixe.
 
O potencial de captura do Fly é enorme. Algumas das espécies atraídas pelas moscas, que raramente seriam atraídas com outras iscas artificiais, são as carpas, tainhas e pacus. As fronteiras são ampliadas a cada dia com o surgimento de novas técnicas e novas receitas de atado.
 
Há quem pense que o Fly é para pescar trutas e peixes pequenos. Ledo engano! Atualmente pesca-se com segurança desde lambarís até os grandes peixes de bico. Tucunarés, Dourados, Traíras, Black Bass, Tarpons, Bonefish, Robalos, Pacus. A lista é longa. Basta ter um equipamento adequado e a linha n’água.

 

 

DICAS

 
Use sempre óculos para proteger os olhos do sol e de eventuais acidentes com o anzol. Amasse as farpas de todos os seus anzóis, evitando acidentes graves com os peixes e com você mesmo.
 
Proteja-se do calor e dos raios UV com protetor solar, roupas claras e leves, boné, uma bandana no pescoço e hidratando-se regularmente.
 
Leve pra casa seus trófeus em fotos e na lembrança. Pesque e solte.
 
Tanto o Atado quanto a Pesca com Mosca são atividades simples que requerem prática e um pouco de dedicação, como em qualquer outro esporte ou hobbie. Não desista se surgirem dificuldades e busque auxílio de pessoas mais experientes, isto o ajudará no contínuo processo de aprendizado.
 
Aqui vai mais um videozinho pra você curtir e ver como é legal o Fly...
 
 
 

 
 
Boa sorte e divirta-se muito, sempre respeitando a natureza!

 

E aí, se animou? Então bóra dar os primeiros passos, ou melhor, arremessos.

 

Conte comigo para o que precisar!

 

MARCUS KONZE

marcus@flypesca.com.br
(51) 3136-0100